A dialética é a base da vida humana.


E AQUELES QUE FORAM VISTOS DANÇANDO, FORAM JULGADOS INSANOS POR AQUELES QUE NÃO PODIAM OUVIR A MÚSICA
VIDA SEM MÚSICA É UM EQUÍVOCO
Nietzsche
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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Regurgitação




Vivemos um fracasso filosófico
Que se dá pela não aceitação do vazio
O vazio de ser, o vazio que somos
Nosso nível intelectual ficou estagnado
Passamos a viver em busca de algo no além
Na tentativa de aliviar nossa impotência, nosso medo
Há muito não ocorre progresso
Ainda aceitamos qualquer argumento que nos alivie
Que nos livre do buraco escuro em que vivemos
Portanto elegemos a ilusão
Delegamos à ela a suposta responsabilidade por nós
Vivemos no falso consolo de um deus ilusório...

A humanidade é um enfermo em estado terminal
Vagamos num túnel de limbo intelectual
Que transpassa uma paisagem amorfa e incolor
Temos uma cultura de massa que nos corrói
Ela é uma árvore trangênica alimentada por fertilizantes
Criados por abutres da alma
Estes, são arauto de um deus louco
Que vaga pela terra sugando as entranhas dos tolos
Seu delírio é a alienação de que padecemos
Tudo é o reflexo de nossa prostração cultural
Da impossibilidade de elevação da racionalidade...

Um comentário:

Diego disse...

Olá querido amigo,

Mais uma vez parabenízo-lhe pela iniciativa! Precisamos de mais espaços onde a dialogicidade se entrelace com questões pertinentes!!!

Deixo-lhe, contudo, duas perguntas: será esse vazio condição natural do homem ou condição predeterminada pelas relações históricas que sempre precisaram engendrar essas questões para manter o controle?
Se o vazio é realmente um legado e nada o transpõe por que ou para que nos mantermos vivos?

Um grande abraço banhado de saudades!!!

Eis a diferença entre um cientista e um pseudo cientista: o objetivo. O primeiro busca, através da razão, compreender os mistérios da Natureza com intuito de facilitar os caminhos da humanidade. Enquanto que o segundo, busca meios nestes mesmos mistérios para justificar sua fé.